segunda-feira, 7 de março de 2011

O Batismo de Crianças

Há uma idéia errada de se trazer uma criança à igreja para ser apresentada ou consagrada a Deus, porque ela poderá morrer pagã.

Criança Pagã

Não, de modo nenhum. Para se ter fé em Jesus é necessário uma disposição pessoal em aceitá-lo.(João 1:12)

De acordo com este versículo, notamos claramente a atitude humana de "recebê-Lo"; isto é, uma atitude pessoal para aceitá-Lo como Senhor e Salvador da vida humana. Uma decisão pessoal para andar nos Seus caminhos. Um bebê não tem a noção do que é aceitar ou não a fé em Jesus. Uma criança ao nascer, ela nasce com a tendência para o pecado, mas ela ainda não cometeu nenhum pecado..
Ora, o que é pecado? Pecado é não obedecer a uma ordem específica de Deus. Portanto, pecado é um "ato voluntário" de rebelião. Sendo assim, uma criança quando nasce não tem consciência do que é certo e errado. Portanto, ela não pratica por si mesma um ato de rebelião.
Ela irá conhecer o que é certo e errado por meio de seus pais. Só aí, é que ela irá ou não praticar o que é errado. A criança nasce num estado de inocência plena. O bebê chora porque tem fome ou dor, e não por desejar um carro, assistir a um filme na TV, por querer a um parque de diversão etc...

Da mesma forma que o ato de controlar a vida por si mesmo é uma decisão pessoal de cada pessoa, o ato de aceitar o verdadeiro cristianismo também o é. Como nos tornamos cristãos? Somos convencidos pelo Espírito Santo de que a vida que levamos não agrada a Deus, e de que estamos vivendo de forma rebelde a Ele e Seus princípios. Sentimos o Seu toque nos chamando para perto , e então, "nos entregamos voluntariamente ao Ele". Isto que dizer, que nos consagramos a Deus, para que Ele, como Pai, nos ensine a andar nos Seus caminhos.

Como um bebê pode conhecer a vontade de Deus, se ele não tem o conhecimento do bem e do mal? Um bebê não consegue se render voluntariamente a seus próprios pais no princípio de sua vida. Ele vai recebendo cuidados, proteção, e vai reconhecendo a paternidade dos pais à medida em que se desenvolve. O que eu quero dizer é que o bebê não tem a "consciência" do ato voluntário de entregar-se aos cuidados dos pais, mas estes é que se preocupam com o seu desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual.
O mesmo não acontece conosco em relação a Deus. Nós temos consciência do ato voluntário de nos entregarmos a Deus. Conhecemos relativamente o que é certo e errado, e vamos aprender a desenvolver esses conceitos mediante os conselhos de Deus em Sua Palavra - a Bíblia Sagrada.


VOCË JÁ OUVIU ALGUÉM DIZER QUE CRIANÇA QUE MORRE SEM SER BATIZADA NÃO VAI PARA O CÉU?

Com certeza todos já ouvimos isto. Principalmente se já fomos católicos ou temos algum ascendente católico.
Pois bem, em 06/10/2006, no Jornal “ESTADÃO” de São Paulo, o Jornalista José Maria Mayrink, publicou que a Comissão de Teologia Internacional da Igreja Católica, formada por 29 teólogos “especialistas”, monitorados pelo Vaticano, deveria riscar este pensamento do meio da Igreja. Esta comissão foi formada pelo Papa João Paulo II e vinha estudando o caso há mais de vinte anos.
É que na doutrina Católica, as crianças que morriam sem ser batizadas jamais chegariam ao céu. Restaria a estas almas, a morada no lugar chamado “limbus” que em latim quer dizer borda ou limite.
FINALMENTE, no último dia 20/04/2007, o atual Papa Bento XVI, este mesmo que agora vem ao Brasil, acolheu o parecer da Comissão de Teólogos Católicos reconhecendo que a Igreja Católica não tinha motivos para manter esta tradição. Aliás, segundo o Papa Bento XVI, esta doutrina do limbo ou lugar para onde deveriam ir as crianças pagãs, nunca foi um dogma da Igreja, ou mesmo, fez parte do catecismo romano.
Com a nova ordem do soberano católico, a Igreja Católica modificará o ensinamento, reconhecendo e admitindo que as crianças, embora nasçam com a semente do pecado originado de Adão e Eva, não podem ser privadas do céu, porque são inocentes aos olhos de Deus. Ou seja, não têm do que se arrepender.
Isto é ótimo e muito elucidativo, embora para os cristãos evangélicos, isto não seja nenhuma novidade, já que desde a Reforma Protestante pregamos isto. Aliás, não é que pregamos nada particular, pois o próprio Jesus disse há mais de dois mil anos: “deixai vir a mim as crianças, porque delas é o Reino dos Céus”.
Mas ficam algumas perguntas. E todas as perseguições que milhares de crentes passaram? E todas as nossas crianças que sempre foram humilhadas, discriminadas e pasmem, batizadas às escondidas por avós, tios e parentes católicos, que com medo de verem seus netos e sobrinhos perdendo o céu, à revelia dos pais, assim agiam clandestinamente.
Prá encerrar, surge uma nova questão. Então se as crianças alcançam o céu mesmo sem serem batizadas, isto implica dizer, que o batismo correto é o batismo de adultos como sempre pregamos. Pois criança não tem do que se arrepender e batismo é para adultos, porque batismo é manifestação de arrependimento. Ora, para que haja arrependimento, primeiro é necessário discernimento e adultos discernem, crianças não.
Foi chamando as pessoas ao arrependimento que João Batista iniciou a doutrina do batismo. Consequentemente, nosso batismo não pode mais ser ignorado. Aleluia. É o Senhor velando pela sua Palavra.

PR. ANTÔNIO G. M . MOURAIgreja Batista Betel Nacional – Belo Vale/MG

A reprodução desta coluna está devidamente autorizada em todos os meios de comunicação.
Matéria que será divulgada também no site da Igreja Batista Betel Nacional de Belo Vale (www.batistabelovale.com.br)
A informação base para a Coluna “Túnel do Tempo” pode ser conferida nos seguintes endereços eletrônicos (sites da internet): www.estadao.com.br de 06/10/2006 e www.globo.com ou www.g1.globo.com./noticias/mundo ambos de 20/04/2007.

Link:
http://www.estadao.com.br/especial/papa/noticias/2007/abr/20/221.htm


A prática protestante da aspersão é oriunda do catolicismo romano. Lutero era um padre católico romano, alemão. Criou 95 teses e iniciou o movimento que hoje conhecemos como Luteranismo (1.517 d.C). Todos os outros movimentos emergentes do luteranismo têm doutrinas parecidas.

Deus enviou João Batista para batizar (Jo 1:33). Deus o enviou para batizar somente uma classe de pessoas, ou seja, aqueles que foram feitos discípulos (salvas) ou os cristãos antes de seu batismo (Jo 4:1). Esses a quem ele discipulou, foram salvos antes de seu batismo é claramente comprovada por sua exigência "frutos dignos de arrependimento" (Mt 3:8). O machado estava posto à raiz da árvore. Morreram às suas antigas vidas passadas ou do pecado. Eles confessaram os seus pecados (Mt 3:6). João ensinou-os a crer em Cristo (Atos 19:04). Eles receberam a Jesus como Cordeiro de Deus para suportar os seus pecados. Essa foi a fé em Cristo. A árvore foi feita boa ou em outras palavras, nasceram de cima para baixo, recebendo a Cristo (Jo 1:11-12).

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